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Sindrome do cão nadador


A síndrome do cão nadador, também chamada de síndrome do cachorro nadador ou cachorro plano, trata-se de uma anormalidade de desenvolvimento de filhotes, que se caracteriza pela dificuldade de deambulação (andar).


A etiologia desta patologia ainda não foi elucidada. No entanto, tem sido atribuída a fatores genéticos e ambientais, como solos lisos ou presença de proteína em excesso na alimentação da mãe. Comumente, é observada em maior proporção em cães de raças condrodistróficas de patas curtas, como é o caso do bulldog francês e inglês, pequinês e basset hound; todavia também existem relatos desta síndrome em animais de outras raças, bem como em cães sem raça definida (SRD).


Uma vez que se trata de uma síndrome, engloba as afecções pectus excavatum, geno recurvatum e externo achatado. A primeira consiste em uma grave deformidade causada por depressão do esterno e das cartilagens costais inferiores, comumente associada a deformidades da extremidade anterior das costelas e sua articulação com as cartilagens costais.


O geno recurvatum consiste em uma deformidade do joelho consequente de curvaturas da musculatura do quadríceps. Pode ser congênito ou pode resultar de complicações de fraturas diafisárias femorais em filhotes.


As manifestações clínicas podem ser observadas dentro de duas a três semanas após o nascimento, período no qual já deveria haver locomoção quadrupedal. Observa-se uma hiperextensão das articulações dos joelhos e do jarrete, além de uma articulação coxofemoral hiperfletida em ambos os lados.


Devido à ausência de habilidade para ficar em estação, os animais aparentam estar fracos e debilitados. Além disso, em conseqüência da ausência de suporte do esqueleto apendicular, ocorre uma compressão dorsoventral do tórax, abdômen e pelve, o que leva ao movimento similar a natação. Quando essa compressão é severa, pode haver dispnéia, constipação, bem como úlceras cutâneas em decorrência do decúbito.


O diagnóstico é alcançado por meio de um exame clínico detalhado. Indica-se a realização de radiografias para verificar se o esterno do animal está relacionado com a patologia de pectus excavatum ou somente de esterno achatado.


O tratamento varia de acordo com as alterações exibidas pelo animal. No caso do geno recurvatum, o tratamento não é invasivo, sendo feita somente uma bandagem de esparadrapos na forma de 8 ou algema, visando deixar os membros em posição anatômica, o que confere mais estabilidade à deambulação.


A realização de fisioterapia é de extrema importância, devendo ser feita de 4 a 5 vezes ao dia, por no mínimo 10 minutos. O piso do local onde o animal vive deve ser antiderrapante, preferencialmente macio para prevenir um achatamento mais intenso do esterno. Outro ponto importante é o controle de peso do animal, evitando que o mesmo ganhe peso, o que poderia prejudicar mais os membros posteriores. Administrar vitamina E e selênio também pode ser útil.


Ainda no caso do geno recurvatum, pode-se realizar a secção do tendão do quadríceps e do joelho e do tarso em flexão máxima, utilizando um fixador externo por 3 semanas, com subsequente fisioterapia.


Quando há a presença da enfermidade pectus excavatum, existe a opção de tratamento clínico e cirúrgico. No primeiro, os proprietários devem fazer uma compressão medial e lateral do peito do animal regularmente. Em casos de dispnéia grave, fazer a oxigenioterapia. Com relação ao tratamento cirúrgico, há a opção da aplicação de uma tala externa na face ventral do tórax. Uma vez que estes animais são jovens, é possível remodelar as cartilagens costais e esternais.


Quando tratados, cerca de 90% dos filhotes se recuperam sem seqüelas. Em uma porcentagem menor (10%), o animal também pode se recuperar espontaneamente. No entanto, quando os quatro membros são acometidos, a porcentagem de recuperação diminui consideravelmente. Na presença de complicações respiratórias, o prognóstico é menos favorável.



Débora Carvalho Meldau

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