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Imprinting em cães: o que é e qual sua importância


Não importa a quantos programas e documentários nós assistamos sobre os bichos e a natureza, as descobertas sobre o comportamento animal e nossa relação com estes seres parecem infindáveis. O imprinting é uma destas revelações que o naturalista australiano Konrad Lorenz postulou depois de muito – mas muito mesmo – observar a vida dos gansos.


Portanto, mesmo que você não seja um tutor de bichos, se está lendo agora, pela primeira vez, a palavra imprinting, prepare-se para revolucionar sua percepção e entendimento sobre a forma com que os animais se relacionam conosco.


Significado


“A palavra imprinting, traduzida do inglês para o português, pode ter o significado de impressão, marca, cunho, carimbo, sinal etc. Esta palavra também é usada para descrever conceitos e fenômenos relacionados à genética e à psicologia. Mas, o que nos interessa é em relação ao comportamento animal (de vertebrados superiores de sangue quente, incluindo os animais domésticos, selvagens e nós mesmos)”, esclarece Andrei Kimura, adestrador da equipe Cão Cidadão, empresa especializada em adestramento em domicílio e em consultas de comportamento animal, que atua em diversas regiões do Brasil.


Segundo Andrei, o primeiro objeto móvel que os neonatos visualizam ou sentem a presença gera o que pode ser chamado de apego ou imprinting. Eles passam a segui-lo, em busca de proteção e alimento, além de aprender com ele por meio da observação, da tentativa e erro – comportamento que não está somente ligado à herança genética.


Imprinting e cães


No caso do cachorro, o primeiro contato que ele tem com um objeto animado é com a sua própria mãe, de onde tira o sustento alimentar e imunológico para sobreviver no início da vida.


“Porém, chegará um momento em que o cachorrinho terá que se separar da cadela e viver às suas próprias ‘expensas’. Se estivéssemos falando de lobos ou outro parente selvagem, ele teria aprendido o comportamento de caça por imitação e carga genética, mas não é essa a realidade”, compara o adestrador.


Diferentemente dos seus parentes selvagens, os cães dificilmente estarão envolvidos neste processo de obter comida através da caça e, por isso, passam a depender da disponibilização, voluntária ou não, do alimento fornecido pelos humanos.


“Segundo relatos, existe apenas uma raça de cães na Austrália, o Dingo, que obteve sucesso ao retornar à vida selvagem, se comportando como matilha, o que custou a esse grupo uma dessocialização com o ser humano, sendo uma das raças mais difíceis de se tornarem animais de companhia e/ou adestrados”, revela Andrei.


Quando a “transferência” do imprinting acontece


Em se tratando de cães domésticos, o imprinting pode se prolongar e passar da mãe do cachorrinho para um ser humano, se esse o acolher dando-lhe afeto, alimento e o protegendo. “A situação fica tão intensa que, em comportamento de matilha, ao verem seus pais humanos em situação de agressividade por outros (humanos ou não), o cão pode passar a defender seu (s) tutor (es) e partir para o ataque”, afirma Kimura.


Mas o que acontece se o cão for abandonado ou seu tutor simplesmente parar de fornecer alimento e afeto? Andrei conta que, neste caso, “o animal pode simplesmente entender o que é mais favorável a ele e escolher outro dono. Claro, existem muitas exceções nas quais o animal continua, mesmo que maltratado, com o apego ao ser humano”, diz. De partir o coração…


O fato de tirar cães muito novinhos de sua família ou matilha, muitas vezes, também faz com que o imprinting seja transferido do mundo animal para os humanos e, com isso, os filhotes não aprendem as “regras sociais” do universo canino com seus semelhantes e podem apresentar comportamentos indesejados.


Problemas comportamentais


A situação mencionada acima, em que o cão permanece com seu dono mesmo maltratado, ilustra o quão forte é o poder do imprinting e, dependendo de sua intensidade, ele pode se tornar a base de um problema comportamental canino chamado de “ansiedade por separação” – sobre o qual já falamos aqui no portal.


“Às vezes, nos deparamos com donos cuja queixa é o cão fazer xixi no travesseiro e, muitas vezes, ouvimos os humanos dizerem que o animal faz de propósito para se vingar da ausência dele. Na verdade, não é uma vingança, mas sim uma situação até comovente, mas com consequências trágicas. O que acontece é que o animal busca um local onde ele possa ficar o mais próximo possível do seu dono e um dos lugares onde ele encontra o cheiro forte é no travesseiro. Dessa forma, ele tem a necessidade de ficar perto da pessoa e acaba não querendo ou não conseguindo sair dali nem para fazer xixi”, alerta Andrei.


“De qualquer forma, não quero aqui desmistificar o amor que o animal tem por nós. Existe, sim, a afetividade, mas ela está muito ligada ao fenômeno natural chamado imprinting. Por isso, é nossa obrigação cuidar disso com zelo, pois, se nos propusemos a ter um amigo canino, a responsabilidade é nossa”, frisa o adestrador.


Sendo assim, é essencial ter conhecimento sobre as fases de desenvolvimento da vida canina e ter a dinâmica destes fenômenos em mente para não usar punições e recompensas de maneira equivocada com o seu cão. Se o comportamento do seu amigo peludo anda “esquisito”, não hesite em consultar um profissional para orientá-lo na jornada de criar seu pet.


 



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