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Uso da ozonioterapia em equinos


O ozônio é um gás incolor e com odor característico, produzido a partir do oxigênio por um equipamento específico através de uma descarga elétrica.


A ozonioterapia é um dos mais recentes tratamentos inovadores na medicina veterinária, e as primeiras pesquisas surgiram na Alemanha. Após o desenvolvimento do aparelho, vários médicos começaram a usar em diferentes afecções, obtendo maior conhecimento da técnica, que se difundiu primeiramente pela Europa. Essa tecnologia chegou ao Brasil em 1975, mas somente em meados dos anos 90 foi que começou a ampliar o conhecimento e aperfeiçoamento do tratamento por ozonioterapia em todo o país.


Fonte:


Fonte: reabivet.com.br


Essa mistura feita pelo gerador contém ozônio (5%) e oxigênio (95%). Esse aparelho é alimentado por um cilindro de oxigênio medicinal formando um gás instável, totalmente reativo. Essa instabilidade faz com que o gás seja transformado em oxigênio após um tempo, assim sua eliminação não causa nenhum tipo de resíduo ambiental, e, devido à esse fato o gás deve ser gerado no local do uso, com equipamentos específicos, que produzem a mistura oxigênio-ozônio em concentrações específicas e precisas. Contudo, deve-se tomar cuidado com o equipamento, pois nada pode ser de plástico para que não cause intoxicação no animal. Indica-se então que as seringas e outros equipamentos em que o gás passará, sejam de vidro ou silicone.


No ambiente, o ozônio tem a função de proteger o ecossistema contra raios ultravioletas, já no organismo esse gás tem ação oxidante, fazendo com que seus efeitos sejam positivos em afecções bacterianas, fúngicas, virais, lesões subcutâ;neas e cutâ;neas, além do potencial analgésico, anti-inflamatório, dentre outros. Além disso, o ozônio causa diminuição das negatividades em relação ao metabolismo aeróbico e anaeróbico nas condições de esforço, o que acaba sendo indicado, por exemplo, em casos de animais atletas.


Existem estudos comprovando a eficácia do tratamento nos equinos como laminite, feridas cutâ;neas, problemas musculares, pós cirúrgico, osteomielite, tendinite, artrite e cicatrização.


As vias de aplicação podem ser intramuscular, intracavitária (Nos espaços peritoneal e pleural), subcutâ;nea, intradiscal, intravaginal, vesical, intrauretral e em auto-hemoterapia, além de suas diferentes formas apresentadas, como gás, óleo e água ozonizada.


Diversos estudos estão sendo realizados em relação às variáveis bioquímicas no organismo dos eqüinos, e já existem indicações, inclusive, no uso em afecções gastrointestinais, sabendo-se que o ozônio causa alterações benéficas em mucosa e submucosa do intestino por conta de diversos fatores, inclusive a modulação das enzimas antioxidantes e gerando efeito conservador do trato gastrointestinal.


Fonte:


Fonte: cavaloseso.blogspot.com


Em casos como laminite, existem relatos de melhora muito significativa da claudicação em apenas 9 sessões de tratamento com ozonioterapia, fornecendo ao animal melhor qualidade de vida, pois o ozônio acelera o crescimento do casco e previne a contaminação por bactérias oportunistas durante o tratamento. Vale ressaltar que os protocolos de tratamentos devem ser realizados em conjunto.


Assim como todos os tratamentos, a ozonioterapia também tem contra indicações. No caso da forma de ozônio em gás, é expressamente proibida a inalação, pois essa forma causa graves problemas nas vias respiratórias e se em grande quantidade, pode causar a morte. Não é indicada também a associação com solução salina (NaCL), o que pode gerar inflamação local, como vasculite.


É importante salientar que doses excessivas de ozônio podem causar danos aos pacientes, assim como doses baixas podem ser ineficientes.


Torna-se necessário então, que sejam tomados os devidos cuidados quanto ao preparo e uso da técnica de ozonioterapia, permitindo assim, que se obtenha sucesso nessa terapia inovadora e diferenciada, que tem sido incluída na rotina dos médicos veterinários para tratamento de diversas doenças, ocasionando melhor recuperação em menor tempo.


 



Camila de Oliveira Cruz Medicina Veterinária na Universidade Anhembi Morumbi, São Paulo/SP

O conteúdo presente no texto acima é responsabilidade dos Autores citados

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