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Peixe de briga

peixedebriga

nome científico: betta splendens regan
origem: sião
temperatura ideal: 21° a 26°
tamanho: 7 cm
descrição: têm a forma característica dos anabantídeos, corpo comprimido lateralmente, boca projetada para cima para mais fácil absorção de ar na superfície a forma selvagem apresenta-se com um colorido marrom-amarelado, salpicado de reflexos azul-metálico, com três listras escuras horizontais, nadadeiras de tamanho moderado, sendo a caudal redonda é no tipo cultivado que vamos encontrar todas essas belas variedades de cores e longas nadadeiras, que tanto impressionam pessoas que vêm um peixe de briga pela primeira vez há os vermelhos, azuis, violetas, verdes, brancos e rosados de nadadeiras vermelhas o corpo e as nadadeiras sempre apresentam reflexos iridecentes qualquer que seja a variedade de cor do betta, as nadadeiras ventrais do macho sempre são de cor vermelho vivo, exceto na variedade albina as fêmeas têm um aspecto bem mais modesto quanto a nadadeiras e colorido
hábitos e reprodução: muitas histórias exageradas se têm contado sobre o caráter belicoso deste peixinho, não tendo a grande maioria delas o menor fundamento os machos são realmente batalhadores por instinto, bastante agressivos e é certo que travam combate tão logo se encontram frente a frente no sião utilizam-no para brigas em que são apostadas vultosas somas é por causa de seu espírito combativo que os machos devem estar separados uns dos outros o ideal é tê-los em bocais de vidro, desses usados para compota de frutas como as suas exigências de oxigênio dissolvido na água são muito reduzidas, eles aguentam muito bem nesses bocais e as suas nadadeiras crescem sem guardar cicatrizes de batalhas inúteis
são carnívoros por natureza e à falta de alimento vivo, devemos dar-lhes pedacinhos de carne crua ou fígado moído conseguir a sua reprodução é facílimo desde que o casal tenha sido bem alimentado previamente com alimento vivo num aquário com capacidade para uns quarenta litros, bem plantado, devemos colocar a fêmea que deve apresentar o ventre bem desenvolvido pouco a pouco vamos retirando a água até deixar uma altura de uns 10 ou 12 centímetros a pouca profundidade da água tem, na criação dos anabantídeos, uma finalidade que mais adiante explicaremos depois de uns três ou quatro dias devemos juntar o macho à fêmea vêmo-lo então precipitar-se para ela como se fosse agredi-la começa o namoro então, vestindo-se ele com suas mais belas cores, dançando na frente da companheira, dando-lhe encontrões brutais, arrancando-lhe às vezes pedaços de nadadeiras e até escamas, preparando ao mesmo tempo, na superfície, um ninho de espuma com bolhas de ar e saliva este ninho pode ter um diâmetro de oito a dez centímetros por dois de altura duram estes preparativos cêrca de três dias, findos os quais o macho obriga a companheira a acompanhá-lo debaixo do ninho, onde se enlaçam, fazendo ele pressão sobre o ventre dela ao fim de umas oito ou dez tentativas os primeiros ovos são expelidos são doze, aproximadamente que o macho imediatamente apanha e vai colocar no ninho envoltos em bolas de espuma o macho sabe, por instinto, que se os ovos tombarem no fundo do aquário a pressão da água os estragará impedindo-os de germinar essa operação se repete até que uns 500 a 700 ovos estejam postos no ninho depois disso a fêmea é repelida pelo macho, às vezes bem maltratada e ferida, devendo-se então retirá-la o macho fica de vigilância ao ninho e é incansável, estando constantemente a repará-lo e apanhando os ovos que ameaçam cair ao fundo ao fim de 24 horas observamos o ninho cheio de pequeninos seres filiformes que se agitam desesperadamente são os peixinhos recém-nascidos e o macho os vigia com atenção redobrada, pois se algum deles, em seus movimentos desordenados, fosse ao fundo, a pressão da água o mataria daí a vantagem da pouca profundidade se algum se afasta do ninho é apanhado pelo pai e devolvido ao meio dos seus irmãos ao fim de quatro dias os filhotes já estão aptos a nadar sozinhos e o pai se desinteressa pelo ninho, que por esse tempo começa a desmanchar-se é por essa altura que alguns pais começam a adquirir pelos filhos um interesse puramente gastronômico, pelo que convém separá-los antes que devorem toda a prole os filhotes podem ser alimentados, a partir do quarto dia, com infusórios ou gema de ovo aí vemos a necessidade da pouca profundidade da água, facilitando aos peixinhos a procura de comida sem ter que descer a grandes profundidades os peixinhos são muito sensíveis a mudanças rápidas de temperatura e o aquário deve estar sempre tampado à medida que os filhotes vão crescendo podemos ir acrescentando mais água devemos estar preparados para uma perda de mais de 50% de filhotes, principalmente até a idade de três semanas, idade em que começa a formar-se o órgão chamado labirinto depois disso tudo é um mar de rosas assim que eles estiverem de um tamanho que permita conhecer-lhes o sexo, pelas nadadeiras mais pontiagudas do macho e por seu aspecto mais belicoso, devemos separá-los, dando a cada um as suas instalações individuais o criador stampehl, de berlim, aconselha deixá-los separados mas à vista uns dos outros, pois as constantes provocações entre eles contribuem para o desenvolvimento das nadadeiras as fêmeas podem ser criadas juntas, pois não tem o caráter agressivo de seus esposos um casal que deu cria uma vez, pode tornar a juntar-se que sempre se acasalará a vida média de um betta é de dois anos


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